A Melhora da Morte
No início desta semana jornais de grande circulação, revistas e sites especializados divulgaram com grande alarde as mais recentes pesquisas do IBGE que mostram o crescimento bombástico dos evangélicos no Brasil. Nos últimos dez anos o número de evangélicos cresceu mais de 60% e deve ultrapassar o número de católicos nos próximos 20 anos.
Os evangélicos passaram de 26 000 000 para 42 000 000 em uma década apesar da óbvia retração das igrejas ditas tradicionais como batista, presbiteriana, congregacional e outras que, no que diz respeito a certos princípios, se dizem filhas da Reforma Protestante. Crescimento sem precedentes? Talvez. Garantia de alguma coisa? Em hipótese alguma!
Embora os números não mintam (isso é meio esotérico não acham?), as generalizações das quais fazem uso os pesquisadores para chegar as suas conclusões fincadas no solo da indução, em muitos casos são equivocadas. No que tange ao crescimento da igreja evangélica por exemplo, estamos diante de um desses equívocos que produzem festa e abertura de champagne mas depois se transformam em amargas desilusões.
Uma coisa que os números do IBGE não conseguem captar é que o crescimento evangélico é meramente nominal e sem raízes uma vez que o grande responsável por ele é o neopentecostalismo cujas igrejas que hoje abrem um salão de culto em um galpão qualquer, amanhã, sem aviso prévio, são substituídas por um frigorífico, uma granja de galinhas ou um bar. A não permanência é a expressão da fé da qual estamos alardeando o crescimento!







