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Romanos 10.14...
"... Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue?..."

13 de jan. de 2010

AUTOCOMISERAÇÃO

Quando invadidas pelo sentimento de desprezo, de descarte, de descaso, sentindo-se vitimadas e excluídas pelo sistema (igreja, trabalho, família etc), em vez de ficarem com pena de si mesmas, sentindo-se coitadinhas, desvalorizadas ou diminuídas, em vez de procurarem em quem ou no que colocar a culpa, de buscarem o isolamento ou de desistirem de seus ideais, as pessoas deveriam levantar e a cabeça e provar o valor que possuem.

Como fazer isto? Produzindo, trabalhando, buscando conhecer e realizar aquilo que é a vontade de Deus para as suas vidas, fazendo com excelência o que lhes chega às mãos para fazer, por mais simples e insignificante que pareça ser.

O nosso fracasso ou insucesso, o não alcance de alguns objetivos pessoais, pode, também, ser resultado da busca e da tentativa de obter aquilo que Ele não reservou para nós.

Nada, nem ninguém pode nos privar do lugar e das conquistas que Deus para nós preparou, desde que nos mantenhamos nesta vontade e nos esforcemos, fazendo a nossa parte.

Sonda fotografa "árvores" em paisagem desértica de Marte

As "árvores" registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter são, na verdade, trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre o solo avermelhado À primeira vista, a paisagem do deserto montanhoso de Marte parece apresentar dezenas de ilhas compostas por "árvores" sobre o solo avermelhado do planeta. Essas "árvores" são, na verdade, trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre a superfície do deserto marciano que foram registradas em imagens captadas por uma sonda da Nasa, agência espacial americana. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Segundo os cientistas, essas trilhas, compostas por dunas de pó, riachos de gelo e afloramentos escurecidos, se estendem por 62 milhões de km no solo do planeta vermelho. Durante o inverno, uma camada de gelo com dióxido de carbono cobre as dunas, mas depois evapora, criando o material escuro que risca a superfície. A foto foi feita pela câmera HiRISE do telescópio espacial Mars Reconnaissance Orbiter, que circula pelo planeta desde 2006. A sonda foi lançada com a missão de buscar evidências de que a água permaneceu sobre a superfície marciana por um período de tempo suficiente para criar condições para a vida.

11 de jan. de 2010

Arqueólogos egípcios localizam túmulos de 2,5 mil anos

Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu dois túmulo construídos há 2.500 anos, os mais antigos encontrados até o momento no sítio arqueológico de Saqara, a 25 quilômetros ao sul do Cairo.

Os mausoléus estão enterrados e têm gravuras em vários de seus muros, segundo detalha uma nota do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), divulgada hoje. Uma das duas construções é a de maior dimensão encontrada na região e inclui inúmeros corredores, quartos e salas, explicou Zahi Hawas, secretário-geral do CSA.

Este túmulo é precedido por duas grandes fachadas, parte em deterioração e outra de tijolo, conforme o comunicado. Dois dos quartos que estão lotados de material de construção e de terra conduzem a uma sala em que no interior foram localizadas diversas ossadas e vasilhas de cerâmica.

Em outra sala pequena foi descoberto um poço com uma profundidade de sete metros. Na parte norte do túmulo também foram encontradas várias múmias de falcões que estão em um bom estado de conservação. Conforme Hawas, o túmulo foi utilizado em mais de uma ocasião e provavelmente depredado no século V depois de Cristo.

Na segunda sepultura, de menores dimensões, embora também composta por várias salas, foram encontradas inúmeras vasilhas de cerâmica. O especialista em arqueologia revelou sua satisfação com as descobertas, uma prova que a região de Saqara, onde fica a pirâmide escalonada de Zoser, ainda guarda muitos segredos.

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Arqueólogos encontraram uma casa construída há cerca de 8 mil anos em Israel

Arqueólogos divulgaram nesta segunda-feira imagens da casa mais antiga já encontrada na cidade de Tel Aviv, em Israel. A residência, que foi construída há 8 mil anos, foi descoberta em recentes escavações em um sítio arqueológico na cidade.

Segundo a agência EFE, a casa encontrava-se em uma região onde hoje fica um dos bairros mais sofisticados de Tel Aviv e onde, curiosamente, também foram encontrados restos de um hipopótamo que viveu na mesma época em que a construção foi realizada.

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9 de jan. de 2010

Benefícios da substituição do sal para a saúde cardiovascular

Data: 08/01/2010 Autor(a): Chico Damaso Fotógrafo: Camila G. Marques

A atual recomendação da Organização Mundial da Saúde é que o consumo diário de sal não exceda 6 g por dia, o que equivale a uma colher de chá. No entanto, o consumo está muito além disso. Nos países ocidentais chega a 10 g em média, enquanto que no Brasil, assim como nos países asiáticos e na Europa oriental atinge 12 g.

Para se ter uma ideia, um estudo recém-publicado pelo periódico British Medical Journal revela que uma redução de pelo menos 5 g no consumo diário de sal seria capaz de diminuir o risco de acidente vascular cerebral em 23%, e o de doenças cardiovasculares em 17%.

Isso significa que a redução do consumo de sal evitaria mais de um milhão de mortes ao ano por acidente vascular cerebral e outras três milhões por doenças cardiovasculares em todo o mundo, no mesmo período. A explicação para isso está no fato do consumo de sal estar diretamente ligado a hipertensão arterial, que por sua vez está presente em cerca de 50% dos casos de doença das coronárias e em 60% dos acidentes vasculares cerebrais.

Estudos também têm alertado para um novo aliado da pressão arterial: o potássio. Já é consenso entre especialistas que o consumo regular de potássio é capaz de reduzir a pressão arterial. O ideal, portanto, é que pouco a pouco o sódio seja substituído pelo potássio em benefício da redução do risco de doenças cardiovasculares.

Sódio e potássio

Para aumentar o consumo de potássio, abuse de alimentos como feijão, ervilha, vegetais verde-escuros, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja. Na outra ponta, podemos começar a reduzir o consumo de sódio com a simples medida de retirar o saleiro da mesa. Para temperar a comida, o sal e outros condimentos industrializados devem dar lugar a ervas como a sálvia, tomilho, louro, cebolinha, alecrim, e outros, que podem temperar a comida adequadamente. Devem ser evitadas as conservas, enlatados e salgadinhos, bem como carnes processadas, embutidos e fast food.

Bibliografia(s)

III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Disponível em http://www.sbn.org.br/Diretrizes/cbha4.htm. Acessado em 10/12/2009.

Strazzullo P, D’Elia L, Kandala NB, Cappuccio FP. Salt intake, stroke, and cardiovascular disease: meta-analysis of prospective studies. British Medical Journal. 2009;339(241):b4567.

8 de jan. de 2010

ESBOÇO DA LIÇAO N° 2 DO 1 TRI-2010

Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 02 – O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO

INTRODUÇÃO

A segunda epístola aos Coríntios é a carta mais pessoal do apóstolo Paulo. Nela, o apóstolo conta suas lutas mais renhidas e suas aflições mais intensas. Nessa carta, Paulo revela seu sofrimento e suas dores mais profundas mais do que em qualquer outra epístola. A lista de seus sofrimentos aparece três vezes nessa carta (II Co 4.7-12; 6.4-10; 11.23-28). Mas, a palavra chave de II Coríntios não é sofrimento, e sim, consolo. Consolo é o grande tema de toda a carta. Ela está cheia, do começo ao fim, de sofrimento que se transforma em júbilo, fraqueza que se transforma em força, e derrota que se transforma em triunfo. A epístola começa e termina com consolo (II Co 1.3; 13) porque o apóstolo tinha a certeza de que “... como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.” (II Co 1.5).

I – UMA SAUDAÇÃO ESPECIAL E INSPIRADORA

Como era comum em suas epístolas, o apóstolo Paulo inicia a Segunda Epístola aos Coríntios descrevendo a autoria, destinatários e uma breve saudação. Destacaremos alguns aspectos dessa introdução:

1.1 Paulo apresenta-se como representante de Cristo. “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus...” (I Co 1.1a). A palavra “apóstolo” quer dizer “enviado”. A princípio, era considerado apóstolo somente aqueles que pertenciam ao grupo dos doze (Mt 10.2; Lc 6.13; At 1.2). Com a morte de Judas Iscariotes, Matias foi escolhido para substituí-lo (At 1.21-26). Mais tarde, o próprio Senhor Jesus apareceu a Saulo (At 9.1-19), e o comissionou para ser apóstolo dos gentios (At 14.14; Rm 11.13; I Tm 2.7; II Tm 1.11). Embora ele tenha sido chamado depois da morte e ressurreição do Senhor Jesus (I Co 15.8), ele tornou-se o maior evangelista e plantador de igrejas, além de grande teólogo.

1.2 Paulo demonstra convicção do seu chamado “... pela vontade de Deus...” (II Co 1.1b). Era comum, em suas epístolas, o apóstolo demonstrar a convicção do seu apostolado, principalmente pelo fato de algumas pessoas duvidarem de seu chamado. Por isso ele diz: “... pela vontade de Deus...” pois, ele não havia constituído a si mesmo como apóstolo, nem estava desempenhando o apostolado por indicação humana, e sim, pela vontade de Deus (Rm 1.1; I Co 1.1; Gl 1.1).

1.3 Paulo se dirige à igreja de Deus. “... à igreja de Deus...” (II Co 1.1c). O apóstolo deixa bem claro aos seus destinatários que a igreja tem um dono absoluto. Ela é de Deus. Com freqüência, ele considera a igreja como possessão de Deus (I Co 1.2; 10.32;11.16; 15.9; I Ts 2.14; II Ts 1.4). Isso nos faz lembrar de que a igreja não é uma mera associação de indivíduos que pensam de maneira semelhante, mas uma comunidade de pessoas que pertencem a Deus, e com quem desfrutam de comunhão (I Jo 1.3).

1.4 Paulo inclui todos os crentes espalhados pela província da Acaia. “todos os santos em toda a Acaia” (II Co 1.1d). Paulo menciona como destinatários, não só os cristãos em Corinto, como também os de toda a Acaia, que era uma província romana que incluía a antiga Grécia. Paulo os denomina de “santos”. A palavra grega utilizada pelo apóstolo é “hagios” e significa “santo” ou “aquele que se separa do mal e dedica-se ao serviço divino”. Devemos lembrar que este termo não traz a idéia romana de canonização; e sim, refere-se ao fato de que todos os crentes são chamados por Deus para serem separados do pecado e para sua possessão especial.

1.5 Paulo roga bênçãos excelentes para a igreja. “Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo” (II Co 1.2). Os termos “Graça” e “paz” era comum nas saudações paulinas (Rm 1.7; I Co 1.3; Gl 1.3; Ef 1.2). Essas duas bênçãos sintetizam a essência da salvação. A graça é a causa da salvação; e a paz o resultado dela. A palavra grega “charis”, que significa “graça”, refere-se ao dom imerecido de Deus que foi demonstrada pelo envio de seu Filho ao mundo a fim de efetuar a salvação da humanidade (Rm 5.18; II Co 8.9; Tt 2.11). Já a palavra grega “eirene”, que significa “paz”, traz a idéia de “bem-estar” ou “quietude”. Na Bíblia, paz não significa apenas ausência de guerras e conflitos, e sim, a profunda quietude do coração firmada na convicção de que Deus está no comando de todas as coisas. As Escrituras afirmam ainda que a paz é um dos aspectos do fruto do Espírito que se manifesta no crente (Gl 5:22); que a paz resulta da justificação (Rm 5:1); e que Cristo é a nossa paz (Is. 9:6; Jo 14:27; Ef 2:14).

II – QUEM É DEUS?

Depois de sua saudação inicial, o apóstolo Paulo escreve uma ação de graças pelas consolações que Deus lhe concedeu, fazendo três declarações acerca de Deus. Vejamos:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação” (II Co 1.3).

2.1 Deus é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. O apóstolo Paulo afirma, em primeiro lugar, que Deus é pai do Senhor Jesus. O próprio Deus testificou esta filiação por ocasião do batismo de Jesus (Mt 3.17; Mc 1.11) e de sua transfiguração (Mt 17.5; Mc 9.7). Quando o apóstolo revela que Deus é o pai do Senhor Jesus, está, na verdade, revelando aos crentes em Corinto, a dimensão da obra de Cristo, pois, é por causa de Jesus Cristo que podemos chamar Deus de “Pai” (Mt 6.9), e nos aproximar dele como seus filhos (Jo 1.12). Deus vê em nós seu Filho e nos ama como ama seu Filho (Jo 17.23).

2.2 Deus é o Pai de misericórdias. A expressão “pai de misericórdias” não significa apenas “pai misericordioso”, e sim, a fonte inesgotável de todas as misericórdias; pois, misericórdia é um atributo moral de Deus, e todas as misericórdias têm sua origem em Deus, e só podem ser recebidas dele. O profeta Jeremias diz: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3.22). A Bíblia fala da riqueza das misericórdias de Deus (Sl 5.7; 69.16); da multidão das suas misericórdias (Sl 51.1); e da grandeza da sua misericórdia (Nm 14.19).

2.3 Deus é o Deus de toda consolação. Não há consolação verdadeira, profunda e eterna, a não ser em Deus. Dele emana toda sorte de consolo para nossas vidas, pois, somente em Deus nossa alma encontra abrigo e refúgio. Deus não é uma fonte passiva de consolo, mas o agente ativo de toda consolação. É Deus quem nos conforta e nos anima em toda a nossa tribulação (II Co 7.4-6; Fp 2.1; II Ts 2.16).

III - AFLIÇÃO E CONSOLO

Depois de fazer as três declarações acerca de Deus, o apóstolo Paulo exorta os cristãos de Corinto acerca da consolação. Vejamos o que ele diz:

3.1 Deus nos consola em toda a nossa tribulação (II Co1.4a). O fato de sermos cristãos não nos isenta de tribulações. O próprio Jesus disse: “...no mundo tereis aflições...” (Jo 16.33); e, o próprio apóstolo Paulo sabia muito bem o que era padecer, pois enfrentou diversas aflições e tribulações, tais como: perseguições, açoites, prisões, apedrejamentos, naufrágio, fome, sede e muitos perigos de morte (II Co 11.23-29). Mas, ele tinha a convicção que, em meio às aflições, podia contar com o consolo divino. Por isso, ele diz: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (II Co 4.8,9).

3.2 Somos consolados para também consolarmos a outros. Acerca disso, Paulo diz: “...para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação...” (II Co 1.4b). Isto nos ensina que somos consolados para sermos consoladores; não somos confortados para vivermos confortáveis, mas para confortarmos a outros. Nossas angústias têm um propósito, e nossas feridas tornam-se fontes de consolo. Nossas lágrimas tornam-se óleo terapêutico; nossas experiências, instrumentos de encorajamento para outras pessoas. As dificuldades que Paulo enfrentou não foram uma forma de castigo por algo que ele havia feito, e sim, um treinamento para capacitá-lo a ajudar a outros.

3.3 Devemos consolar com a mesma consolação que somos consolados. O apóstolo diz que devemos consolar “... com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” (II Co 1.4c). A palavra “consolar” aqui é “paraklesis” e significa “colocar-se ao lado de uma pessoa , encorajando-a e ajudando-a em tempos de aflições”. Deus, muitas vezes, permite que haja aflições em nossas vidas, a fim de que, tendo experimentado seu consolo, possamos consolar a outros, com a mesma consolação que recebemos dEle. O apóstolo aprendeu, nas suas muitas aflições, que nenhum sofrimento, por severo que seja, impede que consolemos a outros. Ele mesmo diz que foi consolado pelos coríntios: “Por isso fomos consolados pela vossa consolação...” (II Co 7.13).

IV – O QUE O APÓSTOLO ENSINA SOBRE O SOFRIMENTO E CONSOLAÇÃO?

Diversas vezes nesta Epístola, Paulo ressalta que a vida cristã envolve sofrimento e consolação divina. A palavra “consolação” e seus derivados aparecem dez vezes nos versículos 3 a 7, e 29 vezes em toda a epístola. Vejamos alguns exemplos:

4.1 Deus permite o sofrimento na vida de seus filhos. “Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (II Co 1.5). Os “sofrimentos de Cristo” significa, os sofrimentos suportados por causa de Cristo. Existe determinados tipos de sofrimentos que enfrentamos exatamente porque pertencemos a Cristo. Por isso Paulo diz: “Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” (Cl 1.24). Paulo já havia suportado muitas provações e sofrimento por causa de Cristo e de sua obra. Ele já havia sido insultado (At 13.45); foi objeto de planos de assassinos (At 14.5); foi apedrejado (At 14.19,20), açoitado e lançado em prisão (At 16.22,23). Por isso, ele tinha convicção que em sempre Deus nos livra do sofrimento; mas nos socorre no sofrimento.

4.2 O nosso sofrimento produz consolo e salvação para outros. “Mas, se somos atribulados, é para o vosso conforto e salvação...” (II Co 1.6). Paulo nos ensina que as provações que sofremos por Cristo e pelo evangelho podem abrir portas de salvação para outras pessoas. Assim como suas cadeias e tribulações pavimentaram o caminho para a evangelização dos povos; e a prisão, tortura e morte de milhares de cristãos durante os anos da perseguição romana fez com que a mensagem do evangelho se espalhasse por todo o mundo

4.3 Não estamos isentos do sofrimento, mas temos a convicção do consolo divino. “A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação” (II Co 1.7). Paulo nos ensina que o crente bebe tanto o cálice do sofrimento como a taça da consolação. Ele nem sempre é poupado das feridas; mas também recebe o óleo do consolo. Ser cristão não é ser poupado das provas, dos vales, dos desertos, das fornalhas, das covas dos leões, das prisões ou da morte. Mas ser crente é ser confortado em todas essas circunstâncias adversas. Por isso ele diz “Grande é a ousadia da minha fala para convosco, e grande a minha jactância a respeito de vós; estou cheio de consolação; transbordo de gozo em todas as nossas tribulações” (II Co 7.4).

CONCLUSÃO

Ao lermos a segunda epístola aos Coríntios, compreendemos que a vida cristã não nos isenta de aflições e tribulações. Ao contrário do que prega e ensina a teologia da prosperidade, o cristão enfrenta neste mundo muitas adversidades. Mas, em meio as aflições que enfrentamos no dia-a-dia, podemos obter o consolo de Deus, por meio de Cristo. É por esta razão que o apóstolo Paulo escreve aos tessalonicenses, dizendo: "E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança, Console os vossos corações, e vos confirme em toda a boa palavra e obra” (II Ts 2.16,17).

REFERÊNCIAS:

· Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. C.P.A.D. · 2 Coríntios, O Triunfo de um Homem de Deus Diante das Dificuldades. Hernandes Dias Lopes. HAGNOS. · II Coríntios, Introdução e Comentário. Colin Kruse. VIDA NOVA. · I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. Stanley M. Horton. C.P.A.D.

INVESTIGAÇÃO EXPÕE SEGREDOS DOS ATUAIS RITUAIS DE SACRIFÍCIOS HUMANOS EM UGANDA

Ex-curandeiros simulam uma cerimônia de iniciação em Lira, no norte de Uganda.

Uma investigação da BBC revelou que rituais envolvendo o sacrifício de crianças em Uganda são muito mais frequentes do que se imaginava e, segundo autoridades do país, estariam aumentando. Um curandeiro levou a equipe de jornalistas ao seu altar secreto e disse que tinha clientes que regularmente capturavam crianças e traziam seu sangue e órgãos para serem oferecidos aos espíritos.

Também falando à BBC, um ex-curandeiro que hoje faz campanha para o fim dos sacrifícios confessou, pela primeira vez, que matou 70 crianças, incluindo o próprio filho. O governo de Uganda disse que a prática de sacrifícios humanos está aumentando no país. Segundo o chefe da Força-Tarefa Contra o Tráfico e Sacrifício de Humanos, Moses Binoga, os crimes estão diretamente vinculados a um maior desenvolvimento e prosperidade e a uma crença cada vez maior de que a feitiçaria pode ajudar a pessoa a enriquecer rápido.

Depoimento

Segundo um curandeiro envolvido na prática, os clientes vão até ele em busca de dinheiro. "Eles capturam filhos de outras pessoas e depois trazem sangue e órgãos direto para cá para oferecer aos espíritos", disse o homem à BBC. "Eles trazem (as oferendas) em latas pequenas e as colocam sob a árvore de onde ouvem as vozes dos espíritos". Quando indagado com que frequência o sangue e os órgãos eram trazidos, o feiticeiro respondeu: "Em média três vezes por semana". No altar, a reportagem da BBC viu um jarro com sangue e o que parecia ser um fígado de tamanho grande. Não foi possível determinar se se tratava ou não de material humano. Durante as investigações, o altar deste curandeiro, situado na região norte de Uganda, foi queimado por militantes que fazem campanha contra os sacrifícios humanos. O homem negou estar envlvido em ou ter incitado assassinatos, dizendo que os espíritos falam diretamente aos clientes. Ele disse que recebe cerca de US$ 260 por consulta mas acrescentou que a maioria do dinheiro vai para seu "chefe".

O diretor da organização criada para combater os sacrifícios humanos, comissário-assistente Moses Binoga, da polícia de Uganda, disse conhecer o chefe mencionado pelo curandeiro. Segundo o comissário, o homem estaria envolvido em cinco ou seis cartéis de proteção a curandeiros operando no país. Binoga disse que em 2009 a polícia abriu 26 inquéritos sobre assassinatos onde havia sinais de sacrifícios rituais, em comparação com apenas três casos desse tipo em 2007. "Também temos cerca de 120 crianças e adultos desaparecidos cujo destino ainda não foi estabelecido. Não podemos excluir a possibilidade de que tenhamr sido vítimas dos rituais de feitiçaria". Entidades de campanha pela proteção de crianças dizem, no entanto, que o número é muito maior, já que alguns desaparecimentos não são comunicados à polícia.

Militância O ex-curandeiro e hoje militante pelo fim dos sacrifícios humanos Polino Angela disse que conseguiu persuadir 2.500 pessoas a abandonar a prática desde que ele próprio deixou a atividade, em 1990. Angela disse que foi iniciado em uma cerimônia no país vizinho Quênia. Na ocasião, um menino de 13 anos foi sacrificado. "A criança foi cortada no pescoço com uma faca, depois, todo o comprimento, desde o pescoço até embaixo, foi aberto e a parte aberta foi colocada sobre mim", disse o ex-curandeiro. Ao retornar a Uganda, o feiticeiro foi ordenado a matar seu próprio filho. "Enganei minha esposa, me certifiquei de que todos tinham saído e de que estava à sós com meu filho. Uma vez que ele estava de bruços no chão, usei uma faca grande como uma guilhotina". Hoje, Angela acredita estar se redimindo do que fez. "Estive em todas as igrejas e sou conhecido como um guerreiro na luta para pôr fim à feitiçaria que envolve o sacrifício humano, acho que isso me 'compensa' e me exonera", disse Angela. O ministro da Ética e Integridade do país, James Nsaba Buturo, disse que "punir retrospectivamente causaria problemas... se pudermos persuadir os ugandenses a mudar, acho muito melhor do que voltar ao passado". Entidades de proteção à criança vêm tentando chamar a atenção para casos recentes de sacrifícios rituais e pedem que novas leis sejam criadas para regulamentar as atividades dos curandeiros. Sobrevivente Em um processo contra um suposto feiticeiro que deve ser julgado neste ano em Uganda, a polícia contará com o depoimento de um menino que sobreviveu ao sacrifício. Mukisa tem três anos de idade e quase morreu após seu pênis ter sido decepado. Ele sobreviveu graças à ação rápida dos cirurgiões e mais tarde disse à polícia que tinha sido mutilado por um vizinho que, segundo relatos, possui um altar de sacrifícios. Falando à BBC, a mãe de Mukisa disse: "Toda vez que olho para ele, me pergunto como será seu futuro, um homem sem um pênis, e como ele será visto na comunidade". Fonte: BBC NOTA: O que está acontecendo em Uganda, ao que tudo indica, não é um fato isolado. Na África, percebe-se que a prática do xamanismo animista vem crescendo, inclusive com o apoio da preservação (e até a expansão) , pela ONU. As raízes de vários ritos xamânicos no interior da África, bem como nos povos andino - especialmente o que se nos ficou de legado do que era comum nas épocas maia e asteca -, são cada vez mais ovacionadas e vistas como "manifestações culturais" destes povos que devem ser preservadas, de acordo com a entidade. Isto deve acontecer porque não são os filhos doa parlamentares do Ocidente ou da ONU que estão tendo suas gargantas cortadas e sendo abertos ao meio, numa forma extremamente material e horrenda de expressarem o ápice deste tipo de prosperidade: a cobiça por bens materiais!

7 de jan. de 2010

Marcos Sadao Shirakawa assume Banda Sinfônica do Estado de São Paulo

Agora, Marcos Sadao Shirakawa comanda também uma das mais importantes Bandas Sinfônicas do país, considerada a principal usina de criação contemporânea da música sinfônica

Música maravilhosa e trabalho engajado: Marcos Sadao Shirakawa, regente principal da Banda Sinfônica de Cubatão começa o ano de 2010 com um delicioso desafio: estará, também, à frente da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Com uma história dentro da Sinfônica Estadual que já dura 20 anos, o maestro diz estar realizando um sonho.

A carreira do maestro se confunde com o crescimento e as mudanças de conceitos das Bandas Sinfônicas de Cubatão e do Estado de São Paulo. Bacharel em Trombone pelo Departamento de Música da USP, Universidade de São Paulo, Sadao estudou teoria e instrumento no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e no Conservatório Musical Brooklin Paulista. Participou dos Festivais de Música em Campos do Jordão, Tatuí e Prados, Encontro Latino-Americano de Orquestras Jovens da Argentina e da Conferência Mundial de Bandas Sinfônicas na Áustria.

Foi chefe de naipe dos trombones da Sinfônica do Estado de 1989 a 2004. Em 2002 passou a comandar a Banda Sinfônica de Cubatão. Em 2005 atuou como regente convidado da I Conferência de Bandas Sinfônicas da África do Sul e foi regente assistente da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo de 2000 a 2009. Ano passado mesmo, passou a ser regente assistente da Sinfônica do Estado, dividindo, assim, o tempo de trabalho entre a capital e a cidade de Cubatão.

Dono de um estilo inconfundível, cheio de carisma, Marcos Sadao Shirakawa assume o cargo ocupado pelo maestro Abel Rocha que, desde 2004, realizou um extraordinário trabalho de promoção do conjunto, transformando a Sinfônica em um dos mais originais e atuantes do país. Marcos Sadao lidera a Sinfônica já com a grande responsabilidade de manter o nível técnico, justificando, assim, a continuidade de ações pioneiras como a programação em forma de assinaturas, o que também demonstra a seriedade e compromisso do trabalho. Com verba modesta, sua temporada inclui repertórios criteriosos, a produção de óperas, estréias de obras encomendadas e a participação de solistas de nível internacional.

Mas tudo isso só foi possível porque Marcos Sadao encontrou em Cubatão uma cidade disposta a acreditar em seu talento como maestro: "Quando iniciei os estudos de regência tinha como uma das metas especializar-me em banda sinfônica e chegar a reger um dia a Sinfônica do Estado. Mas isso só foi possível porque Cubatão acreditou no meu trabalho, mesmo sendo um regente em começo de carreira", afirma o maestro.

A oficialização do cargo acontece no mês que vem, costurando de vez, uma história de amor entre um maestro, a música e duas Banda Sinfônicas que o inspiram mutuamente. Marcos Sadao sabe que é difícil estar no comando de grupos musicais tão importantes, pois isto significa trabalho duro todo dia. Mas ele não tem escolha. E no fundo, não quer outra coisa.

Texto: Morgana Monteiro

Foto: SECULT

Fonte: Informa Cubatão